segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Cadê o amor?

De tempos em tempos o amor bate a minha porta, ás vezes me pego pensando nele, em silêncio, baixinho, calada, sem demonstrar. Apenas olhando pra lua enquanto penso na beleza sua. E sempre que ele bate a minha porta, eu, sem saber o que fazer, peço para que alguém lhe diga que não estou;

- Ei, seu moço, diga a ele que não estou!

- Mas porquê razão, princesa?

- Ô só, ocê não conta pra ninguém?

- Pois bem, fique certa que não contarei.

- É que... eu tenho medo por demais.

- Medo de quê, princesa?

- De me magoar, seu moço.

- Deixe disso, pequena, e se ele não voltar nunca mais?

- Então... saberei que não errei.

- Mas faz favor, seu moço, que o desejo é puro e vem do coração, mesmo que eu não acredite, nunca deixe de vir aqui me dizer que ele chegou.

Eis que ele nada disse, mas pensou: Essa princesa já encontrou o amor e nem notou;

Eis que ela nada disse, mas pensou: Queria que o seu moço soubesse, que o amor que não quero, é o amor que já lhe dou;

Eis que o problema do amor: É que nem sempre quando a gente sente a gente diz, e nem sempre a gente sabe quando sente. Mas pior ainda, é quando a gente não sabe se o outro sente, ou menti. E eu pergunto de cara limpa, cadê o amor minha gente?

Um comentário:

Priscila disse...

aquário! o melhor dos signos mesmo! =]

=***