terça-feira, 29 de julho de 2008

Doce sina

Penso mais do que sinto fome, e do que falo. E fica sempre esse gosto indesejado de não me sentir completa, me olho no espelho e não entendo, parece que estou o tempo todo tentando não aparentar o que sou. Tomando cuidado pra que cada gesto expansivo não me limite, como uma capa protetora envolvendo minhas extremidades e afins. Acordo, e não sou louca. E repito de novo aquela mesma baboseira que até eu já cansei de escutar. Não muda nada, mesmo que tudo continue girando, faz parte do ciclo, ok, essa parte eu já entendi. Procuro não me prender ao céu da boca, tendo em vista minha infinidade de timbres e sons. Mais duvidosa do que nunca, sigo o trilho do bonde certa do risco, e arrisco. Sei que cada passo adiante é um ponto de interrogação, mas ora veja, aprendi cedo a beleza do desconhecido, e me atiro. Só por hoje, e com passos de bailarina, sei que nasci velha pra aprender a ser menina.

Um comentário:

Catheryne Schneider disse...

Oi Fernanda, desculpe por responde-la através daqui. É meio complicado meu acesso via Orkut. :(
Fico muito feliz em saber que "me lê" sempre, andei lendo seus post também [poesia pura!], e por uma lado a invejei por saber brincar tão bem com as palavras e fazer com que elas tenham todo o sentido [e sentimento]para quem lê.
Espero que o seu bom dia, somado ao meu boa tarde provenha uma série coisas boas e uma bela troca de ideias 'supimpas'!

Beijo Broto! :)